Carlos Alberto Parreira está internado no Rio com retorno do linfoma
Técnico do tetracampeonato em 1994 retomou tratamento oncológico em 2025 após sinais de melhora no ano anterior
Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, ex-técnico da seleção brasileira e responsável pelo título mundial conquistado em 1994, está internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro. O motivo da hospitalização é o retorno dos sintomas do linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que compromete o sistema linfático, responsável por parte das defesas do organismo. O diagnóstico da doença havia sido feito em 2023.
Em 2024, Parreira apresentou sinais de melhora e remissão da enfermidade. No entanto, em 2025, os sintomas voltaram a se manifestar e o ex-treinador retomou o tratamento oncológico, permanecendo sob acompanhamento médico contínuo. O Hospital Samaritano confirmou a internação, mas não divulgou informações sobre o estado clínico atual do paciente.
Diagnóstico e histórico da doença
O linfoma de Hodgkin é uma forma de câncer que afeta os linfócitos, células presentes no sistema imunológico. A doença tem tratamento disponível e, em muitos casos, responde bem às terapias oncológicas. No caso de Parreira, o diagnóstico foi estabelecido em 2023, seguido por uma fase de aparente recuperação em 2024 e pelo recrudescimento dos sintomas no ano seguinte, o que motivou a retomada das intervenções médicas e, agora, a internação hospitalar.
Trajetória no futebol brasileiro
Parreira é formado em educação física pelo Exército e construiu uma das carreiras mais longas e reconhecidas no futebol nacional. Como preparador físico, integrou a comissão técnica da seleção brasileira que conquistou o tricampeonato mundial em 1970. Décadas depois, assumiu o comando da equipe principal e levou o Brasil ao tetracampeonato na Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, em 1994, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos mundiais.
Além do título de 1994, Parreira acumulou outras conquistas à frente da seleção brasileira: venceu a Copa América em 2004 e a Copa das Confederações em 2005. Em 2013, retornou à estrutura da equipe nacional como coordenador técnico, na ocasião em que o Brasil voltou a vencer a Copa das Confederações, disputada em território nacional. Seu histórico o coloca entre os profissionais com maior número de títulos vinculados ao futebol do país.