Paraná

Disputa pela reitoria da UEM reúne colégio eleitoral de quase 25 mil pessoas

Docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos compõem os três segmentos aptos a participar da consulta na universidade paranaense

Disputa pela reitoria da UEM reúne colégio eleitoral de quase 25 mil pessoas
Foto: Sora Shimazaki / Pexels

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Maringá (a cerca de 420 km de Curitiba, capital do Paraná), organiza processo de consulta eleitoral para a escolha do próximo reitor da instituição. O colégio eleitoral soma quase 25 mil pessoas aptas a votar, distribuídas entre docentes, estudantes regularmente matriculados e servidores técnico-administrativos — os três segmentos que compõem a comunidade universitária.

O volume de votantes situa a consulta entre os maiores processos de democracia interna do sistema de universidades estaduais paranaenses. O resultado não determina diretamente a ocupação do cargo: nas instituições públicas estaduais do Paraná, a votação tem caráter consultivo e subsidia a nomeação formal conduzida pelo governo do Estado.

Composição do colégio eleitoral

Os três segmentos apresentam diferenças significativas em número absoluto. O corpo discente tende a ser o maior grupo em quantidade de eleitores, mas os pesos atribuídos a cada categoria no cômputo geral são definidos pelo estatuto da universidade e não necessariamente refletem a proporção numérica de cada segmento. Em geral, o voto dos docentes responde por parcela expressiva do total considerado na apuração final, o que gera debates recorrentes sobre equilíbrio de representação.

A participação dos servidores técnico-administrativos também está prevista nas normas internas da instituição, consolidando o modelo de gestão participativa adotado pela UEM. O regulamento eleitoral, aprovado pelo Conselho Universitário (COU), disciplina as etapas do processo: inscrição de chapas, período de campanha, votação e apuração dos resultados.

Como funciona a nomeação do reitor

Ao término da votação, o resultado da consulta orienta a composição de uma lista encaminhada ao governo estadual. O Poder Executivo do Paraná detém a competência legal para efetuar a nomeação formal do reitor, conforme a legislação que rege as universidades públicas estaduais. Esse arranjo é comum às demais instituições vinculadas à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).

O modelo alimenta discussões periódicas nos meios acadêmicos sobre o grau de autonomia universitária e sobre o peso relativo de cada segmento no processo decisório. Entidades representativas de estudantes, docentes e servidores costumam mobilizar suas bases durante o período eleitoral, articulando apoio às chapas com diferentes propostas de gestão acadêmica, orçamentária e administrativa.

Estrutura e alcance da UEM

A UEM mantém sede em Maringá e unidades em municípios da região noroeste do Paraná, oferecendo cursos de graduação, programas de pós-graduação stricto e lato sensu, além de atividades de pesquisa e extensão. A instituição integra o conjunto de universidades estaduais paranaenses supervisionadas pela Seti.

O número de quase 25 mil eleitores cadastrados evidencia a escala da estrutura acadêmica e administrativa da universidade. A gestão da reitoria abrange decisões sobre orçamento institucional, políticas de ensino, pesquisa e extensão, contratações e relacionamento com os órgãos estaduais, entre outras atribuições previstas no estatuto da UEM.

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